Mercado aquecido expande crédito imobiliário

Especialistas preveem que o mercado imobiliário brasileiro continuará aquecido neste ano. Reflexo disso é o montante de crédito imobiliário, que deve bater recorde em 2012. Projeção feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo revela que o financiamento destinado à compra de imóveis deve alcançar R$ 152,1 bilhões neste ano. Em 2011, foram concedidos R$ 79,9 bilhões em financiamentos com os recursos da poupança.

Quem pretende aproveitar a fartura de crédito para obter financiamento deve observar alguns detalhes antes de acertar com o banco. O primeiro passo é verificar as opções de financiamento, como SFH (Sistema Financeiro da Habitação), SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) e carteira hipotecária. A comparação deve ser feita levando em conta juros, prazos, limites de valores e se há cobrança de taxas, que podem encarecer o financiamento.

É recomendável que o cliente observe, também, o índice de atualização do contrato e em quais períodos haverá correção. Alguns bancos utilizam contratos com prestações pré-fixadas, que normalmente são mais elevadas. Outras instituições financeiras cobram juros reduzidos somente durante alguns meses.

A orientação é que o consumidor pesquise sobre o financiamento antes de procurar a construtora. “O consumidor precisa saber qual é o perfil em que ele se encaixa antes de assinar o contrato”, ensina a especialista em Defesa do Consumidor do Procon, Renata Reis.

Esta é a mesma dica do gerente regional de Construção Civil da Caixa Econômica, Rafael Arcanjo. “Ele não deve fechar com a construtora sem ter condições de assumir a dívida”, afirma.

Documentista pode ajudar nos trâmites

Os documentos necessários para se obter financiamento imobiliário podem variar de acordo com o tipo de financiamento. Para auxiliar na entrega de documentos, o consumidor pode contratar um documentista, profissional responsável por providenciar e organizar todos os documentos necessários, fazendo uma ponte entre construtoras e bancos com o cliente.

“Nossa empresa busca o financiamento, conversa com o agente financeiro e monta o processo”, afirma Thais Bueno de Oliveira, sócia de empresa especializada em documentação imobiliária em Santo André.

O Procon, no entanto, recomenda cuidado na hora de contratar profissionais. “Às vezes pode ser útil para o consumidor, mas também pode ser desnecessário”, alerta Renata. “Caso o consumidor decida contratar o documentista, ele deve solicitar um contrato de prestação de serviço”, completa.

Tiago Oliveira – Repórter Díário Online
Fonte: Redimob

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